Ex-cartola do Coritiba se incomoda com opiniões de ex-técnico do Inter. Entenda!

Rodrigo Pastana disse que realizou nesta segunda-feira uma queixa-crime e vai entrar na Justiça contra Argel

por Agência Estado

Campinas, SP, 21 - Em dois áudios, o técnico Argel Fuchs fez acusações ao diretor executivo de futebol do CSA, Rodrigo Pastana. O treinador afirmou que o dirigente é "esquemeiro", "ladrão", "sem-vergonha" e "vagabundo".

Procurado pelo Estadão, Rodrigo Pastana disse que realizou nesta segunda-feira uma queixa-crime e vai entrar na Justiça contra Argel, que confirmou à reportagem a veracidade dos áudios e afirmou não se importar em responder na Justiça sobre o que foi falado.

Os áudios passaram a circular nas redes sociais no último domingo. Argel havia sido demitido do CSA na última quinta-feira. Em áudio enviado ao presidente do clube, Rafael Tenório, o treinador "agradece" por ter sido dispensado antes de Rodrigo Pastana ser contratado para o cargo de diretor executivo de futebol.

"Boa tarde, presidente Rafael, tudo bem? Queria agradecer o senhor por ter me mandado embora, porque eu trabalhar com esse vagabundo do Pastana... Esse cara é o maior pilantra que tem no meio do futebol, é o maior sem-vergonha que tem. Tive um problema muito sério com esse rapaz lá em Curitiba, e eu gosto muito do senhor. Cuidado com seu bolso, cuidado com o seu bolso porque esse cara é ladrão, é sem-vergonha, é esquemeiro. Toma dinheiro de empresário, toma dinheiro de jogador... O senhor contratou uma raposa para tomar conta das galinhas. Então o senhor abra o olho. Se eu soubesse que ele era o diretor, o senhor nem precisava ter me mandado embora que eu mesmo ia pegar e ia embora. Só quero fazer um acerto justo, mais nada e vida que segue. O senhor contratou um grande vagabundo, o maior pilantra que tá no meio do futebol, esse tal de Rodrigo Pastana, que o senhor contratou", afirmou Argel na mensagem de voz.

Argel Fuchs havia sido demitido do CSA na última quinta-feira
Argel Fuchs havia sido demitido do CSA na última quinta-feira

POLÊMICAS
Argel e Pastana tiveram problema quando trabalharam juntos no Coritiba. Depois disso, quando estava negociando com o Figueirense, o treinador disse que só trabalharia no clube catarinense se Pastana fosse demitido. Em outro áudio, enviado a um grupo de técnicos, Argel volta a fazer acusações contra Pastana.

"Boa tarde, meus colegas de trabalho aí, a todos os treinadores aí do futebol brasileiro, essa classe que a gente tem. Eu venho aqui comunicar a vocês que eu não faço mais parte da equipe do CSA porque eu não trabalho com vagabundo, com pilantra, com sem vergonha, com safado, com diretor executivo que leva dinheiro de jogador, que toma dinheiro de empresário, que faz esquema com empresário. Por isso que não compactuo com isso."

"E o CSA contratou um diretor que já eu tive problemas, e alguns dos meus colegas também já tiveram problema com pilantra, essa é a palavra certa. E eu não trabalho com pilantra, né? Então eu acabei saindo aqui, me liberando. Queria deixar isso registrado até porque algum de vocês vai trabalhar com esse diretor executivo e, certamente, alguns de vocês já tiveram o desprazer de trabalhar com esse cara. E esse cara é um mal para o futebol. Essa é a grande verdade. Deixo um abraço a todos e vida que segue. Ele já teve problema com vários companheiros nossos, inclusive comigo já, em dois lugares, no Figueirense e Coritiba. Então a gente precisa saber quem são os diretores executivos pilantras, e esse é o pilantra número um, bandido número um. Vagabundo, sem-vergonha, certo? Queria deixar isso registrado aí, no apreço e no orgulho que eu tenho de participar desse grupo de treinadores aí, da nossa classe, até para a gente saber quando encontrar esse rapaz", disse Argel.

OUTRO LADO
Em contato com o Estadão nesta segunda-feira, Pastana se defendeu.

"Ele pode não concordar com metodologia de trabalho ou outras coisas, mas me chamar de ladrão? Vai ter que provar. Ele não aceita sair de lugar nenhum. Já falei com meu advogado, fiz a queixa-crime e ele vai ter que responder na Justiça".