Bolsonaro fala em clubes quebrados e Witzel rebate: "Pandemia é grave"

Futebol brasileiro segue parado desde o meio de março, e atletas continuam em férias

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 19 (AFI) - O debate sobre a quarentena do novo coronavírus chegou ao futebol. Enquanto o Presidente da República, Jair Bolsonaro, é contra o isolamento social, o Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, defende a paralisação geral.

"(...) o Flamengo, se eu não me engano, (tem folha salarial) próximo a R$ 15 milhões. O Palmeiras também. Como vai se pagar e manter o time sem que se gere imagem?", disse Bolsonaro em uma das suas lives.

"Tem time aí que praticamente vai decretar falência. Time de segunda divisão com toda certeza. Os times que estão disputando as divisões dos seus respectivos estados", completou o presidente do Brasil.

Hora do futebol voltar. (Foto: Divulgação)
Hora do futebol voltar. (Foto: Divulgação)

OUTRO LADO!
Desafeto de Bolsonaro, o Governador da Cidade Maravilhosa, porém, discursou de uma outra forma. Ele recebeu pedido do Flamengo para voltar a treinar, mas Witzel ainda prefere manter o estado trancado.

"Eu quero me manifestar absolutamente contrário à realização de jogos de futebol ou treinos. A pandemia ainda é grave e considero que neste momento não é adequado para a saúde e a segurança dos atletas ou de todos aqueles envolvidos nos jogos e treinamentos", disse.

O futebol brasileiro segue paralisado desde o meio de março. Os principais clubes do Brasil deram férias, em 1º de abril, aos atletas até 20 desse mês e, depois, prorrogaram por mais dez dez.