Maluco por gols: César marcava o último gol de sua carreira há 42 anos

Centroavante fez história com a camisa do Palmeiras e marcou último gol da sua carreira pelo Botafogo diante do Sport (CRÉDITO: REPRODU

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 28 (AFI) - Maluco por gols e com um grande legado: há 42 anos, César marcava o último gol da sua carreira, na vitória do Botafogo sobre o Sport por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro de 1978. Foram 13 anos de carreira e 242 gols marcados, por sete clubes diferentes, além de Seleção Brasileira e Seleção Paulista.

Naquele ano, 74 equipes participaram da competição, que era dividida em três fases, além dos jogos mata-mata. Na primeira parte, os times foram divididos em seis grupos -os dois primeiros com 13 equipes e o restante com 12. Para a segunda fase, os seis melhores colocados de cada um se classificavam -o Botafogo ficou no Grupo I.

A partida do dia 28 de maio daquele ano era válida pela segunda rodada da segunda fase. Uma vitória poderia colocar a equipe de Ribeirão Preto na liderança do grupo e foi exatamente o que aconteceu. Logo no início do jogo, aos 8 minutos, César marcou o único gol da partida, que deixou a equipe com a ponta da tabela e que mostrou o domínio do time da casa sobre seu adversário.

Carreira
Nascido em 1945, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, o ex-jogador começou sua carreira no Canto do Rio, equipe de Niterói, e acabou se destacando. Um amigo o levou para fazer teste no Flamengo e acabou sendo aprovado. Passou pouco tempo nas categorias de base e, em 1965, iniciou sua trajetória no futebol profissional.

Maluco com a camisa do Botafogo
Maluco com a camisa do Botafogo
Por dois anos, defendeu o clube carioca até que, em 1967, após 38 gols em 68 partidas, Aymoré Moreira, técnico do Palmeiras, pediu a sua contratação. De início, chegou em São Paulo apenas por empréstimo, mas após retornar ao seu clube formador, voltou ao clube de Palestra Itália e permaneceu por sete temporadas, escrevendo o seu nome na galeria de craques palestrinos. Após deixar o Alviverde, defendeu as cores do Corinthians, Santos, Fluminense, Botafogo, Rio Negro-AM, Universidad do Chile-CHL e Aris-GRE.

Além disso, por conta das suas atuações pelo Palmeiras, foi convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Por conta de suas comemorações nada convencionais para a época, o jogador recebeu o apelido de "Maluco".

Identificação alviverde
Mesmo com nove clubes no currículo, sua maior identificação é com a camisa palmeirense. Nas sete temporadas que defendeu o Palmeiras, foram 327 jogos, com 171 vitórias, 93 empates e 63 derrotas, além de 185 gols marcados -o que o torna o segundo maior artilheiro da história palmeirense.

Logo em sua primeira passagem, foi campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (equivalente ao Campeonato Brasileiro), sendo artilheiro com 15 gols, ao lado de Ademar Pantera do Flamengo, e da Taça Brasil (também válido como certame nacional).

Chegou em definitivo em 1968 e, até sua saída, foram mais três títulos nacionais -1969, 1972 e 1973- além do Campeonato Paulista de 1972 e 1974. O jogador fez parte da lendária “Segunda Academia”, nome dado ao elenco que foi montado no início da década de 70 por conta do nível técnico e títulos conquistados.

Ficha técnica:
Botafogo 1 x 0 Sport-PE
Local:
estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto;
Data:28 de maio de 1978;
Público:11.738 pagantes;
Renda:Cr$ 318010,00;
Árbitro:Moacir Miguel dos Santos;
Gol:César (Botafogo).
Botafogo: Eudardo; Wilson Campos, Nei, Manoel e Angelo; Lorico, Osmarsinho e César (Genau); João Carlos (Fito), Sócrates e Arlindo.
Sport: Ivãn; Cardoso (Ricardo), Arimateia, Assis e Nivaldo; Toninho Almeida, Roberto (Pita) e Edson; Hamiltom Rocha, Miltão e Biro-Biro.

*Por Letícia Denadai