Bicampeão pelo Corinthians, Júlio Cesar relembra momentos na Copa SP de 2004 e 2005

Goleiro foi campeão em 2004 e 2005 pelo time de Parque São Jorge, se destacando na disputa por penalidades máximas

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 08 (AFI) - Titular absoluto e um dos jogadores mais experientes do Red Bull Bragantino, Júlio Cesar, de 35 anos, já brilhou na maior vitrine de categorias de base do futebol brasileiro. Bicampeão pelo Corinthians, em 2004 e 2005, o goleiro conta com exclusividade sobre a sua participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior.

“A Copa São Paulo, para mim, representa a porta de entrada, a vitrine, meu início. Foi onde eu consegui me projetar e ter a oportunidade de chegar ao profissional. Foi onde eu fui visto. Então, sempre quando vejo a competição, olho com bons olhos e com muita felicidade no coração”.

 Bicampeão pelo Corinthians, Júlio Cesar relembra momentos na Copinha
Bicampeão pelo Corinthians, Júlio Cesar relembra momentos na Copinha
Em 2004, mesmo não sendo titular da equipe, Júlio Cesar já fazia parte do elenco que eliminou o Santos nas quartas de final e venceu o São Paulo, por 2 a 0, na decisão. O atleta, no entanto, recebeu a oportunidade de atuar no último jogo da primeira fase, quando a equipe precisava vencer o Paulista para classificar. O jogo terminou 2 a 1 para o Alvinegro.

Apesar de ter tido uma boa estreia, o jogador sabe que a competição exige muito dos jovens talentos.

“Um conselho que daria a quem vai disputar pela primeira vez é que, acima de tudo, tenham tranquilidade. Que possam se divertir, ainda que nessa idade seja muito difícil você entrar em campo e se divertir, por que você entra atrás de um sonho. Mas se não fizer com prazer, com alegria, você não consegue realizar. Que seja um momento muito especial na vida de cada um e que possam guardar com muito carinho. Que tenham boa sorte e brilhem na próxima Copinha que está por vir”, prosperou.

No ano seguinte, foi goleiro titular do clube do Parque São Jorge. Mais do que isso, foi decisivo no duelo das oitavas de finais contra o Atlético-MG, e na semifinal, diante do Vila Nova-GO, partidas decididas na marca da cal, defendendo pênaltis nas duas decisões.

“Desde a base do Corinthians, os treinadores de goleiros, mesmo que na época não tinha muito analista, sempre passavam vídeos de como, mais ou menos, eram os atletas. Mas a gente não tinha muita informação. Então ia pela posição do corpo, por aquilo que acreditava, assim conseguia antecipar algumas coisas. Informações mesmo, eram poucas, mas sempre acreditei que se você conseguir olhar como o jogador vai bater o pênalti, a posição do corpo dele, você tem grandes indícios de onde a bola vai”, explicou.

Embora tenha passado 15 anos da sua última participação na Copinha, o arqueiro afirma que continua acompanhando a competição que mais revela atletas no país. “Eu acompanho todos os anos. Procuro sempre assistir. Tem meninos muito bons, que sempre saem. Apesar de ter muitos times, vejo muitos deles com qualidade também. Isso torna o espetáculo muito bom”, finalizou.

Mateus Bezerra, especial para a FPF