Série B: Presidente do Figueirense anuncia saída de ex-Vasco e efetivação do técnico

Francisco de Assis Filho assume o cargo de forma interina depois da rescisão com a Elephant na última sexta-feira

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 23 (AFI) - A semana começou com muitas novidades no Orlando Scarpelli. Presidente interino do Figueirense depois da rescisão com a empresa Elephant, que vinha tomando conta do futebol desde agosto de 2017, Francisco de Assis Filho concedeu uma entrevista bastante esclarecedora na manhã desta segunda-feira.

No cargo até que uma nova eleição seja realizada - a data deve ser marcada em breve -, Francisco de Assis Filho não perdeu tempo e anunciou mudanças no departamento de futebol. O diretor Antônio Lopes e o diretor de negócios Luiz Greco estão de saída do clube. Por outro lado, Márcio Coelho será efetivado como treinador.

"A situação financeira nos preocupa. Temos que procurar enxugar ainda mais a despeda do clube. E vamos dispensar algumas peças, como o Antônio Lopes e o Luiz Greco. O Márcio Coelho, nosso treinador, fica pelo menos até a vinda de uma nova diretoria", revelou o mandatário.

Francisco de Assis Filho assumiu a presidência do Figueirense de forma interina (Foto: Patrick Floriani/FFC)
Francisco de Assis Filho assumiu a presidência do Figueirense de forma interina (Foto: Patrick Floriani/FFC)

PROCESSO DIFÍCIL
Francisco de Assis Filho falou também sobre o processo de transição depois da saída da Elephant. A prioridade é deixar os salários de jogadores e funcionários em dia, coisa que não vinha acontecendo nos últimos meses. Além disso, o clube está em busca de novos parceiros.

"Existem conversas que estão sendo feitas. Estamos buscando com pessoas que, antes de serem investidores, sejam Figueirense. Essa é uma característica importante para a gente fazer uma nova parceria. Não podemos buscar pessoas que dependem disso para viver, que vejam apenas como uma oportunidade de ganhar dinheiro, mas sim têm vontade de colaborar, de ajudar", afirmou Assis Filho.

NOVO CLIMA


O mandatário também não escondeu que o clima mudou depois da saída da Elephant. Isso porque os responsáveis pela empresa não tinham bom relacionamento com jogadores e funcionários.

Na última sexta-feira, inclusive, quando houve o anúncio da rescisão do contrato, funcionários chegaram a chorar.

"Não dá para a gente esconder que não houve (comoção), porque havia uma situação de angustia muito grande. As pessoas não tinham mais vontade de trabalhar no Figueirense. Isso mudou radicalmente. Hoje o clima é totalmente diferente", comentou.

ESPERANÇA NA TORCIDA


O sentimento da torcida, apesar do time não vencer há 14 jogos e amargar a lanterna da Série B, também mudou.

Tanto é que muitas pessoas estiveram no Orlando Scarpelli no último domingo acompanhando o treinamento para o jogo desta terça-feira, contra o líder Bragantino, no Orlando Scarpelli.

A diretoria colocou ingressos ao preço de R$ 5,00 para esse confronto e através das redes sociais convocou a torcida para a "retomada" do clube depois do Figueirense ter passado "pelos piores momentos da história quase centenária".