Presidente do Tottenham corta salários e diz: 'Futebol não pode ficar numa bolha'

Daniel Levy, disse em um comunicado oficial divulgado que a medida, polêmica para muitos na Inglaterra, é para proteger empregos

por Agência Estado

Campinas, SP, 31 - O Tottenham é mais um clube na Europa a cortar salários para tentar evitar prejuízos ainda maiores com a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Barcelona, Juventus e Bayern de Munique já anunciaram redução nos vencimentos dos jogadores, mas o clube inglês resolveu impor um corte salarial para seus 550 funcionários: de 20% nos meses de abril e maio.

O presidente do Tottenham, Daniel Levy, disse em um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira que a medida, polêmica para muitos na Inglaterra, é para proteger empregos e o clube planeja usar um esquema de licença do governo quando achar necessário.

Presidente do Tottenham corta salários e diz: 'Futebol não pode ficar numa bolha'
Presidente do Tottenham corta salários e diz: 'Futebol não pode ficar numa bolha'
"Quando eu leio ou ouço histórias sobre transferências de jogadores neste verão (europeu) como se nada tivesse acontecido, as pessoas precisam acordar com a enormidade do que está acontecendo ao nosso redor. Com mais de 786.000 infectados, (mais de) 38.000 mortes e grandes segmentos do mundo em confinamento, precisamos perceber que o futebol não pode ficar em uma bolha. Podemos ser o oitavo maior clube do mundo em receita, de acordo com a pesquisa da Deloitte, mas todos esses dados históricos são totalmente irrelevantes, pois esse vírus não tem limites", afirmou o dirigente.

PREOCUPAÇÃO
Daniel Levy revelou que com a paralisação do futebol por conta da pandemia da covid-19 as operações do clube de Londres cessaram efetivamente, alguns torcedores perderam o emprego e os patrocinadores estão preocupados com seus negócios.

"Não tenho dúvidas de que passaremos por essa crise, mas a vida levará algum tempo para voltar ao normal", disse o presidente do Tottenham. "Muitas famílias perderam entes queridos, muitas empresas foram destruídas, milhões de empregos foram perdidos e muitos clubes, grandes ou pequenos, podem ter dificuldade em existir. Cabe a mim, como presidente, garantir que façamos tudo o que pudermos para proteger nossos funcionários, fãs, parceiros e clube para as gerações futuras", completou.