Catarinense: Fora do Tubarão por salários atrasados, Pingo ganha apoio da torcida

Sem receber um tostão, treinador se desliga do Peixe na lanterna geral da competição

por Agência Futebol Interior

Tubarão, SC, 19 (AFI) - O pedido de demissão de Pingo do Tubarão tem repercutido em alto e bom som nas redes sociais.

Apesar do desligamento, o treinador e os atletas ganharam apoio da torcida, haja vista momento delicado financeiro vivido pelo Peixe, lanterna geral do Campeonato Catarinense, com salários atrasados e sem posicionamento da diretoria para resolver a situação.

Pingo chegou ao clube há oito meses e realizou trabalho com atletas das categorias de base. Na Copa Santa Catarina, torneio disputado no segundo semestre do ano anterior, chegou à semifinal com 16 jogos, sete vitórias, seis empates e três derrotas.

Pingo e atletas ganham apoio da torcida do Tubarão
Pingo e atletas ganham apoio da torcida do Tubarão

No Estadual de 2020, o planejamento da diretoria era manter a mesma filosofia de trabalho com os jovens talentos.

"Eu me desligo de forma triste com a situação que o clube chegou. Ao mesmo tempo, estou satisfeito com o trabalho realizado junto aos meninos, seja na Copa SC ou no Catarinense. Eles estão com grande visibilidade", avaliou.

SEM OPÇÕES

No Catarinense, o Tubarão não realizou grandes contratações e deu preferência aos meninos, transferindo grande responsabilidade em competição composta por clubes tradicionais, como Avaí, Criciúma, Joinville, Figueirense e Brusque, a sensação do futebol local nos últimos anos.

Na intertemporada, Pingo só recebeu seis reforços, enquanto o restante do plantel foi formado por 20 atletas da base, entre 17 e 20 anos.

"Infelizmente, os resultados não vieram neste ano. O desempenho desses garotos foi ótimo, além do profissionalismo. Gostaria de dar continuidade a esse trabalho, cujo objetivo era buscar o crescimento e amadurecimento dos meninos", pontuou.

"A evolução era visível, mas a situação ficou insustentável com o não pagamento dos salários. Apesar disso, nós trabalhamos diariamente. Tive de trabalhar também a cabeça dos atletas, que já não suportavam mais a situação", finalizou.

CAOS GERAL

A crise por salários atrasados no Tubarão contou com alguns protestos no fim de fevereiro. Os jogadores treinaram com a camisa do avesso e só não culminou em greve geral por interferência da comissão técnica.

Pingo liderou conversa com o elenco e conseguiu fazer com que os treinamentos seguissem sem interferência.

No último dia 07 de março, os atletas fizeram manifestação pública à torcida e à imprensa, além de gravar um vídeo cobrando solução imediata da diretoria.

A partir de agora, resta saber se o Peixe vai quitar as pendências em atraso e se vai reunir condições financeiras de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, após pandemia do coronavírus.

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