Ídolo de Guarani e Corinthians chega a acordo e pagará 'bolada' a 'rival' da Fox Sports

Neto, atualmente na TV Bandeirantes, terá que desembolsar R$ 12.100,00 a Benjamin Back

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 26 (AFI) - Em meio à pandemia de covid-19, o novo coronavírus, o ídolo de Guarani e Corinthians e atual apresentador do programa 'Donos da Bola', na TV Bandeirante, o ex-meio-campista Neto chegou a um acordo com Benjamin Back, 'rival' da Fox Sports. Ele desembolsará R$ 12.100,00 para encerrar uma disputa judicial que se arrastava desde 2011.

O montante servirá para quitar valores referentes a honorários, com correções. Há nove anos, o ex-jogador pedia R$ 50 mil em ação contra Benjamin Back, que teria chamado o antigo atleta de "pipoqueiro", "desprezível", "covarde e falso", "sem moral", "que dá nojo" e "não vale nada" em manifestações no programa de rádio Estádio 97 e ainda no Twitter.

Neto
Neto
Os advogados do ex-meio-campista contaram à Justiça que "essas ofensas extrapolaram a liberdade de imprensa e de crítica", enquanto a defesa de Back sustentou que "as críticas feitas ao autor não se dirigiram à pessoa dele (Neto), mas ao profissional" e que "Os comentários tiveram por objetivo apenas demonstrar o comportamento conflituoso dele, e não de ofendê-lo".

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Cuida-se de uma linha atual de profissionais da imprensa que se notabilizaram por criar um certo tipo de personagem que, aos olhos do público, exala coragem e ousadia.

Ambos, na verdade, são polêmicos e auferem vantagem com isso. São conhecidos e valorizados, por certa parcela da população, por sua agudeza. Assim, quando o réu utiliza as expressões que usou é certo que não se dirige ao homem José Ferreira Neto, mas sim ao personagem 'Neto', que, aliás, é o único que o público conhece. Com efeito, quando qualquer do povo escuta críticas ao autor, como aquelas feitas pelo réu, jamais pensa no cidadão José Ferreira que, aliás, sequer conhecem -, mas no comentarista 'Neto'.

Mesmo que os termos utilizados pelo réu tenham sido realmente excessivos, eles se dirigiram a esse personagem, ao comentarista 'Neto' e ao modo como ele age. Não é razoável acreditar que alguém, ouvindo tais comentários, os dissocie do comentarista e os associe ao cidadão. Pelo contrário, aqueles acostumados aos termos e jargões utilizados no meio em que vivem as partes sabem distinguir uma figura da outra.

É evidente que ao utilizar os termos "pipoqueiro", "desprezível", "covarde e falso", "sem moral", que "dá nojo" e que "não vale nada", o réu referiu-se ao comentarista Neto, não à sua pessoa. Da mesma forma que, quando se utiliza de termos fortes, inclusive quando ironicamente mencionou que era "tão burro", enquanto o réu seria "muito inteligente", quem o faz é o comentarista Neto, e não José Ferreira Neto.

O autor deve compreender que, como profissional da imprensa, a mesma regra que parece prejudicá-lo agora pode vir a beneficiá-lo no futuro, quando, ao fazer seus comentários, alguém se sinta moralmente ofendido. Enfim, quem escolhe a linha de conduta profissional que o autor escolheu não pode, de maneira incongruente, sentir-se ofendido quando outro age de maneira análoga.