Mobilização de prefeitos pode até abreviar retorno do futebol paulista

Mobilização de prefeitos pode até abreviar retorno do futebol paulista

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

No alto de seu autoritarismo, o governador paulista João Dória decidiu estender a quarentena em todo Estado de São Paulo até o dia 31 de maio. Assim, tratou desiguais em nível de igualdade.

Em sua redoma na capital paulista, Dória se assustou com desrespeito do paulistano à quarentena, e progressivo aumento de contágio ao coronavírus, com incidência de mais mortes.

Assim, ele desconsiderou cidades interioranas sem alarmismo, bem monitoradas por prefeitos, de forma que a doença não tenha avançado sistematicamente.

Um dos exemplos é Ribeirão Preto, cujo prefeito Duarte Nogueira exigiu uso de máscaras dos munícipes desde o dia 22 de abril, pediu que a população fosse fiscalizada sobre normas sanitárias que havia adotado, e ao atingir o controle projetado se frustrou com prolongamento da quarentena.

Logo, não descarta interpelação política ou jurídica para que Dória reveja parcialmente a decisão de sexta-feira.

RMC

Em Campinas, o prefeito Jonas Donizete lidera bloco da Região Metropolitana de Campinas que estuda fórmula para que a posição do governador seja reparada.

Conjuntamente, prefeitos da RMC devem buscar respaldo em leis, a fim de que as economias dos respectivos municípios não sejam mais afetadas ainda.

Pelo que se vê, prefeitos do interior paulistas descolam daquela subserviência ao governo estadual, e não se descarta que acionem a Justiça para que a decisão de Dória seja parcialmente corrigida, considerando-se parâmetro de cada município.

FEDERAÇÃO PAULISTA

Com essa previsão de luz no fim do túnel, seria prudente que a Federação Paulista de Futebol seja mais um braço na reivindicação de retorno das atividades comerciais e de entretenimentos nos locais em que autoridades sanitárias possam carimbar como recomendáveis, no interior paulista.

Com imbróglio sobre reinício do futebol no Estado, para finalização do Paulistão, um caminho viável seria reivindicar do governador Dória jogos no interior.

No caso específico, haveria descarte de atividades na Capital, com a consequente migração de Palmeiras, São Paulo e Corinthians a outras cidades devidamente liberadas.

Assim, o estabelecido de volta conjunta dos jogadores aos treinamentos presenciais seria colocado em prática, assim como realização de jogos com portões fechados.

Do contrário, se os atletas tiverem que voltar aos treinos presenciais apenas em junho, só seria possível se programar o complemento do Paulistão no final daquele mês ou início de julho.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos