Com proibição de público em estádios, por que gente demais no Moisés Lucarelli?

Seja como for, em nada justifica incontáveis pessoas nas vitalícias do Moisés Lucarelli.

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Três colunas agregadas ao blog estão atualizadas.

Ex-meio-campista Paulo Isidoro é focalizado duplamente. Em Cadê Você, página do futebol campineiro, ênfase para a passagem dele pelo Guarani no biênio a partir de 1987. No áudio Memórias do Futebol, o foco da carreira dele é em grandes clubes e Seleção Brasileira.

Na coluna Informacao, curiosidades em fotos e vídeo que mostra uma galinha salva por um cão, quando perseguida por outro.
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AGLOMERAÇÃO

Circula na internet vídeo que registra confusão entre pessoas supostamente credenciadas de Ponte Preta e Operário de Ponta Grossa, na noite de sábado no Estádio Moisés Lucarelli, setor de vitalícias.

Goleiro Ivan
Goleiro Ivan

Informam que a origem do desentendimento teria sido alegação de representante da delegação paranaense ao citar Ivan como ex-goleiro da Seleção Brasileira, o que teria revoltado aos pontepretanos.

Seja como for, em nada justifica incontáveis pessoas nas vitalícias do Moisés Lucarelli.

Imagens mostram seguranças da Ponte Preta envolvidos no empurra-empurra, o que de certa forma descaracteriza o protocolo estabelecido pela CBF, organizadora do Campeonato Brasileiro da Série B, para extrema restrição de pessoas no estádio.

No documento constante de 60 páginas para controle, está claro que as partidas serão realizadas com acesso restrito ao campo de jogo e vestiários, limitados aos funcionários essenciais à administração do estádio no dia da partida, atletas das equipes e respectivas comissões técnicas, além da arbitragem, delegados da partida e controle de dopagem.

E prossegue: 'apenas aqueles credenciados previamente no sistema da entidade terão suas entradas permitidas, e sempre sujeitos ao controle de temperatura corporal - aqueles acima de 37,5°C serão impedidos.

RESTRIÇÃO À MÍDIA

Se consta do protocolo que cabines de transmissão, salas de coletiva e zona mista em que jornalistas e radialistas não terão acesso, que serão posicionados nas arquibancadas, com o limite de permanência de uma hora após a finalização das partidas, por que permitiram acesso a seguranças nas vitalícias do Majestoso?

Se entrevistas de treinadores e jogadores antes, no intervalo e depois dos jogos se restringem para as detentoras dos direitos de transmissão das competições - ainda assim realizadas à distância, por que gente sem máscaras e não observando o distanciamento social estava nas vitalícias?

Autoridades sanitárias locais vão se manifestar após o fato se tornar público?

E se tudo isso constar no relatório da arbitragem?

Em última análise, cabe sim uma advertência para que tal fato não se repita no campo da Ponte Preta e em qualquer outro local.

Afinal, até segunda ordem, a quarentena ainda não acabou e o protocolo exigido para realização de jogos ainda está valendo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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