Goianão: Trio da capital quer reduzir em 50% o salário dos jogadores

Sinapego disse que aceita conversar, mas que não aceitará a reduação pela metade

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Sinapego disse que aceita conversar, mas que não aceitará a reduação pela metade

Goiânia, GO, 27 (AFI) - Atlético-GO, Goiás e Vila Nova fizeram uma proposta indecente diante da paralisação dos campeonatos por causa da pandemia do coronavírus. O trio se reuniu e decidiu que quer cortar pela metade o salário dos jogadores. A proposta foi enviado ao ao Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de Goiás (Sinapego).

"Recebi o ofício e estou estudando com o departamento jurídico. É uma situação nova, não vou tomar nenhuma posição sem avaliar todos os pontos. Vamos ouvir os atletas também. Mas uma coisa eu posso falar: 50% de redução salarial o Sindicato não aceita. Ponto final", disse Marçal Filho, presidente da Sinapego, ao GloboEsporte.com.

50% nem pensar. (Foto: Divulgação)
50% nem pensar. (Foto: Divulgação)

Os três clubes da capital querem cortar 50% do salário dos atletas pelos próximos dois meses e ainda suspender contratos se a paralisação continuar. Quando a bola voltar a rolar, ainda de acordo com a proposta, os clubes retomariam os contratos e prorrogariam pelo mesmo período que ficaram suspensos.

GOIÁS!
"Acreditamos que a queda de receita será de mais de 70%. A gente precisa começar a pensar no que vai acontecer daqui para frente. Daqui a pouco vai começar a faltar dinheiro. O Goiás ainda tem uma reserva do ano passado, mas a situação já começa a se complicar", argumentou Dyogo Crosara, vice-presidente jurídico do Goiás.

ATLÉTICO-GO!
"No nosso caso, vamos fazer uma adequação para atender a uniformidade que está acontecendo em todos os clubes do Brasil. Vamos pagar normalmente o mês de março e fazer esta readequação de férias até o dia 20 de abril, até por causa do calendário e para que haja tranquilidade para os atletas", explicou Paulo Henrique Pinheiro, diretor adjunto do Atlético-GO.

VILA NOVA!
"Nosso objetivo é que essa proposta seja bem aceita pelo sindicato. É dispensável repetir o que o mundo vem passando, em especial o futebol goiano. O Vila Nova então, nem se fala. Não tem cota de televisão. Então, esperamos que o sindicato compreenda isso ou nos faça uma contraproposta em até 48 horas", disse Maurilho Teixeira, diretor adjunto do Vila Nova.